Like Social: Dando voz a todes!

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Like Social: Dando voz a todes!

Você conhece a Like Social? Trata-se de um projeto social desenvolvido pela Like Melon, em comemoração aos seus três anos de história, auxiliando as mais diversas empresas a utilizarem o marketing digital de forma eficiente e eficaz. Dessa forma, além de promover a inclusão de empresas, a Like Melon passa a apoiar a inclusão social brasileira.

Os empreendedores sabem o quanto que é complicado falar sobre a inclusão de LGBT+, negros e pessoas que vivem com o vírus HIV, quando se trata de ambiente empresarial no Brasil. Mas sabem, também, que esse é um assunto cada vez mais proeminente, uma vez que diversidade humana está cada vez mais aparente e a descriminação é crime!

Seus funcionários são respeitados no local de trabalho ou têm sofrido algum tipo de preconceito? Você vem trabalhando a inclusão social dentro de sua empresa? A criatividade é necessária para discutir esse tema, com o intuito de esclarecer e informar todos os envolvidos, assim como determinar o posicionamento político, cultural e social da sua marca.

A sua marca, seus valores, a sua imagem é o seu maior bem quando se trata de marketing digital. É importante ter em mente que vivemos em um mundo cada vez mais globalizado e consequentemente com as mais altas expectativas sobre sustentabilidade, diversidade, respeito ao próximo e inclusão social.

Veja, a seguir, como a Like Melon encarou esse desafio contemporâneo e se inspire para começar a agir em prol de uma sociedade mais justa e igualitária!

O que é a Like Social?

Foi pensando em seu papel de desenvolver a inclusão das empresas no meio digital, com a produção de conteúdo adequado, análise de métricas produtivas e aprimoramento de todos os processos relacionados ao Inbound Marketing (marketing de atração), que a Like Melon desenvolveu o projeto Like Social. No final de agosto/2019 foi organizada uma roda de conversa, em Ribeirão Preto/SP, na Beco Madre, cuja temática era empoderamento e valorização do lugar de fala de pessoas que comumente são discriminadas na sociedade brasileira.

O objetivo dessa roda de conversas é permitir que pessoas LGBT+ (nomenclatura utilizada para falar sobre opção sexual e gênero, apresentando o seguinte significado: Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis/Transexuais/Transgêneros e mais), pessoas que vivem com o HIV, negros, dentre outros, possam contar sobre suas experiências pessoais de vida, possam se expressar artisticamente e assim ressignificar suas vivências. Além do impacto social gerado, uma vez que muitos participantes não conhecem detalhes sobre as diversas realidades expostas.

Humanizar é preciso, e esse processo é efetivado por meio da fala e da escuta. Permita que seus funcionários tenham esse tipo de experiência educativa! A inclusão social é promovida somente quando os cidadãos compreendem que o crescimento e o desenvolvimento só ocorrem quando são promovidos para todos e não apenas para alguns poucos.

O mediador dessa roda de conversas, da Like Social, foi o publicitário, influenciador digital e pessoa que vive com o HIV, Lucas Raniel de 26 anos de idade. O HIV e a AIDS são assuntos que têm voltado fortemente à mídia brasileira, uma vez o nível de infecção aumentou em 700%, entre os jovens de 15 a 24 anos de idade, de 2007 a 2017. Dados do Boletim Epidemiológico HIV/AIDS 2018, do Ministério da Saúde brasileiro.

Acompanhe, a seguir, as principais informações discutidas sobre o HIV, com a Like Social, e aproveite para se atualizar sobre a situação atual desse tipo de infecção no Brasil!

Like Social: Atualize-se sobre o HIV!

A AIDS é identificada como doença apenas em 1981, nos Estados Unidos, apesar de já haver relatos de humanos adoecidos desde 1930. Acredita-se que o HIV seja a evolução do vírus SIV, extremamente mutante, presente no sistema imunológico de chimpanzés e que não causam problemas a estes. Em 1985 surge o teste que detecta a presença do vírus no organismo humano, mas apenas em 1986, esse vírus é denominado HIV. O primeiro medicamento para tratar a AIDS surge em 1987, sendo denominado AZT.

A nomenclatura DST (doença sexualmente transmissível) foi substituída por IST (infecção sexualmente transmissível), uma vez que torna mais clara a possibilidade da transmissão dessas infecções por pessoas que não apresentam os sintomas.

HIV (vírus da imunodeficiência humana): retrovírus que age destruindo o sistema imunológico humano, assim como causa a infecção de células do sangue e do sistema nervoso e que se não tratado dá origem à AIDS. Dessa forma, ter o HIV não é o mesmo que ter AIDS.

AIDS (Síndrome da imunodeficiência adquirida): é uma infecção viral, ainda sem cura, a qual ataca o sistema imunológico humano e dessa forma abre espaço para o surgimento dos mais diversos tipos de doenças. Durante a década de 1980, muitas pessoas morreram de doenças decorrentes da AIDS, pelo mundo. Essa situação, em conjunto com a falta de estudos da época, fez com que surgisse um preconceito muito grande em relação às pessoas infectadas, pois se desconhecia as reais formas de transmissão.

Devido ao grande preconceito gerado em relação às pessoas infectadas pelo HIV, atualmente não é correto chamar essa pessoas de aidéticas ou soropositivas, mas sim de pessoas que vivem com o HIV, uma vez que o tratamento adequado pode diminuir muito a carga viral, de tal forma que as possibilidades de transmissão passam ser mínimas, assim como as possibilidades de desenvolvimento da AIDS.

Como o HIV é transmitido?

– Por meio de relação sexual sem proteção (camisinha). Sendo que a forma de sexo que mais promove a contaminação é o anal receptivo, uma vez que essa região é extremamente irrigada por sangue e fissuras da pele durante o ato sexual são mais comuns. É importante lembrar que não apenas gays realizam sexo anal e, portanto não faz sentido rotulá-los como responsáveis pelas transmissões (essa ideia é extremamente ultrapassada);

– Uso de seringa, ou qualquer material cortante não esterilizado, por mais de uma pessoa (contato sanguíneo);

– Transfusão de sangue contaminado;

– Da mãe infectada para o seu filho durante a gravidez, durante o parto ou amamentação;

Como o HIV não é transmitido?

– Sexo seguro (com camisinha);

– Masturbação a dois;

– Beijo no rosto e na boca, talheres e copos;

– Suor e lágrima, picada de inseto, aperto de mão, abraço;

– Piscina, banheiro, pelo ar, por frequentar o mesmo ambiente de trabalho.

O que é a prevenção combinada? 

A prevenção combinada é fazer o uso de várias formas de prevenção do HIV, para proteção. Essas formas são:

PREP: Profilaxia Pré Exposição. A PREP é a combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) que bloqueiam alguns “caminhos” que o HIV usa para infectar o organismo.
Ao tomar a PREP diariamente, a medicação pode impedir que o HIV se estabeleça e se espalhe no corpo.
Lembramos que a PREP não é para todos, ela é indicada para pessoas que tenham maior chance de entrar em contato com o HIV.

Camisinha: A camisinha é essencial, pois previne o HIV e também outras IST.

PEP (Profilaxia Pós-Exposição de Risco): A PEP consiste no uso de medicação em até 72 horas após situação de risco. O tratamento da PEP dura 28 dias e a pessoa deve ser acompanhada pela equipe de saúde por 90 dias. A PEP é uma medida de emergência e não substitui o uso da camisinha.

Testagem: O teste deve ser feito com regularidade e sempre que você estiver passando por uma situação de risco. É muito importante que você saiba se tem HIV, para buscar tratamento no tempo certo. Hoje o auto teste é disponibilizado na rede pública de saúde. Por falar em testagem, no pré natal também é fundamental (atenção para mamães e futuras mamães). Durante a gestação e no parto pode ocorrer a transmissão de HIV, SÍFILIS e HEPATITE B para o bebê. O HIV também pode ser transmitido durante a amamentação. Por isso as gestantes e também seus parceiros sexuais devem realizar os testes para HIV, sífilis e hepatites. O disgnóstico e o tratamento precoce podem garantir nascimento saudável do bebê.

Tratamento: O tratamento reduz as complicações relacionadas às infecções pelo HIV e a transmissão do vírus; melhora a qualidade de vida e diminui a mortalidade. No Brasil, todas as pessoas diagnosticadas com HIV recebem tratamento gratuito pelo SUS.

Dica importante: Consulte o seu médico para ter todas essas explicações de forma mais clara, com maior propriedade – afinal eles são os especialistas no assunto!  🙂

Sua empresa pode ser um agente de inclusão social!

O tratamento do HIV está bem desenvolvido atualmente, e no Brasil é oferecido gratuitamente pelo SUS (sistema único de saúde). Os testes de detecção são rápidos, seguros e podem ser realizados tanto em laboratórios particulares como pelos postos de saúde públicos. Há também o auto teste, para que o cidadão possa realizar o teste em sua casa ou onde considerar mais adequado. É muito importante a realização desse teste sempre que indivíduo desconfiar que possa ter se infectado, pois quanto mais cedo iniciar o tratamento, melhores serão os resultados.

Esteja atento para criar em sua empresa um ambiente em que seus funcionários estejam cientes da possível presença de pessoas que vivem com o HIV e que seguem o tratamento para controle desse retrovírus. É por meio do conhecimento que o preconceito é vencido e uma vida social mais justa é estabelecida. Adaptar-se às exigências dos novos tempos é essencial para o crescimento sustentável dos seus negócios.

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